Rede Mário Gatti faz prevenção à trombose, com palestra e folhetos

Equipes da Rede Mário Gatti orientaram 180 pessoas sobre a trombose nesta quarta-feira, dia 16 de outubro, durante ação em prol da conscientização sobre a doença, no ambulatório da unidade. Com um estande montado no Ambulatório do Hospital Mário Gatti, a equipe multidisciplinar conversou com pacientes, acompanhantes e profissionais que queriam entender a doença e tirar dúvidas.

 

 

A mobilização segue até sexta-feira, dia 18. As unidades da Rede foram decoradas com o tema da campanha e receberam banners e faixas. Também estão sendo distribuídos folhetos informativos.


 

 

Ainda na quarta-feira, os funcionários da Rede participaram de uma palestra abordando a importância da conscientização sobre a doença, sintomas, tratamento e estratégias de prevenção. Cerca de 60 pessoas de todas as unidades da Rede Mário Gatti estiveram presentes ao evento, que reuniu médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e outros profissionais da área.

 

 

A atividade foi conduzida por Tayana Mello, hematologista da Rede Mário Gatti e membro do comitê de Tromboprofilaxia do Hospital Mário Gatti. Na ocasião, a enfermeira Janaína Cristina Santos Brito falou sobre a experiência de gerenciamento do Comitê de Tromboprofilaxia do Hospital PUC-Campinas.

 

 

Como forma de prevenção, todos os pacientes a serem internados podem ser submetidos a um questionário que servirá para mapear os fatores de risco e classificar o paciente como de baixo ou alto risco. Neste último caso, o paciente pode tomar um anticoagulante até 12 horas antes da cirurgia e a partir de 12 horas depois do procedimento, e utilizar uma meia de alta compressão durante sua estada no hospital.

 

 

A fisioterapia motora também é indicada para os pacientes que estão há mais tempo acamados ou com dificuldade de locomoção. “Alcançamos as metas que tínhamos, com a sensibilização do corpo clínico para a importância da prevenção da trombose no hospital, e queremos trazer esse protocolo para a Rede Mário Gatti nos próximos meses”, afirmou Tayana.

 

 

Na Rede Mário Gatti já existe um serviço próprio para atender pacientes com a doença, o Ambulatório de Anticoagulação Oral. A unidade oferece diagnóstico, tratamento e acompanhamento ao paciente. Somente o Hospital Mário Gatti contabiliza oito casos de internação por mês devido a tromboembolismo venoso, o que corresponde a cerca de 10% das internações.

 

 

A trombose é multifatorial, sendo imprescindível a avaliação clínica de fatores como o hereditário, uso de pílulas contraceptivas, viagens aéreas e terrestres e síndrome metabólica apresentada por pessoas tabagistas e com diabetes, obesidade ou hipertensão descontrolada. Entre os sintomas da trombose estão o inchaço nas pernas (edema), vermelhidão e dor. Quando o trombo se solta e vai para o pulmão, ele recebe o nome de embolia pulmonar e causa dor no peito associada à falta de ar e cianose, que evolui para uma parada respiratória.

 

 

A incidência da doença é de um caso para cada mil habitantes por ano. Estima-se que no Brasil ocorram cerca de 200 mil casos por ano, sendo 60% deles ocorridos em hospitais.