Por perseguição política, vereador Nelson Hossri vai novamente ao MP contra Barreiro

Após ter dez pedidos de realização do gabinete móvel em praças de Campinas negado, o vereador Nelson Hossri (Podemos) protocolou nesta sexta-feira, dia 13, uma nova representação contra o secretário de Transportes e presidente da Emdec, José Carlos Barreiro. O parlamentar pede que o MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) investigue a prática de improbidade administrativa e desvio de poder/ finalidade cometida pelo secretário.

A representação foi novamente protocolada porque a Emdec negou, sem justificativa, um pedido feito pelo vereador de levar o gabinete itinerante em pontos diferentes da cidade ao longo do mês de março. Com um caminhão, o gabinete móvel, como foi batizado, é utilizado pelo vereador desde 2017 para oferecer atendimento à população fora da Câmara Municipal de Campinas em praças e áreas públicas.

Em agosto de 2018, o MP já havia instaurado inquérito para investigar outra denúncia feita por Nelson de perseguição política de Barreiro. O caso foi debatido no MP e por meio de ação no Poder Judiciário. O TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), em decisão judicial, transitada em julgado, chegou a declarar que “autorizações ou permissões dessa natureza apenas podem ser analisadas e concedidas em forma singular, com precisa especificação do local público, tudo, ainda, com avaliação da segurança e da adequação do uso pretendido segundo as peculiaridades do local”. Após a decisão, diversas autorizações de estacionamento do caminhão em praças públicas foram concedidas pela Emdec ao longo de 2019.

“A utilização do caminhão é indispensável, uma vez que foi adaptado para o atendimento da população nas ruas e praças da cidade. No caso de problemas com dependência química, as pessoas são atendidas na parte interna do caminhão para dar mais privacidade”, explicou Nelson, que é especialista em Dependência Química e atua desde 2005 na área de prevenção às drogas com palestras e encaminhamento para tratamento. 

“Só posso concluir que estou sofrendo perseguição política ou retaliação pessoal por causa do meu posicionamento como vereador de fiscalizar os atos do Poder Executivo”, finalizou o vereador.

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