Implantação dos Corredores BRT é tema de reunião do Condepacc

 

O secretário de Transportes e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), Carlos José Barreiro, participou na manhã de quinta-feira, 11 de abril, de reunião do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas – CONDEPACC, no Planetário Municipal de Campinas. Mediado pelo presidente do Condepacc e secretário municipal de Cultura, Ney Carrasco, o encontro teve como tema as obras de implantação dos corredores BRT (Bus Rapid Transit, Ônibus de Trânsito Rápido) no município.

 

 

Os membros do Condepacc foram informados sobre as características regionais e funcionais dos corredores BRT, andamento das obras e seus impactos urbanísticos. “O projeto de implantação dos Corredores BRT está impactando positivamente no aspecto urbanístico das regiões em obras. Nessas áreas, haverá revitalização do paisagismo e das condições de acessibilidade. Além disso, serão executadas redes subterrâneas de iluminação, de tecnologia LED, ao longo dos corredores. Não haverá fiação exposta”, detalhou o secretário Carlos Barreiro.


 

 

O secretário também destacou as melhorias na drenagem urbana que se fizeram necessárias para a execução dos corredores. “Os benefícios dessa obra de mobilidade serão colhidos por anos à frente, inclusive no aspecto de infraestrutura. Em algumas áreas, o sistema de drenagem, até então inexistente, está sendo executado do zero. E há regiões onde estamos refazendo as instalações existentes, que já não comportam o volume de águas pluviais”, explicou.  

 

 

Outro ponto abordado foi o histórico das tratativas entre a Emdec e o Condepacc nos últmos anos, desde a fase de consulta dos projetos executivos até a aprovação do projeto pelo órgão. Os membros do conselho puderam esclarecer dúvidas sobre possíveis impactos visuais da obra no patrimônio histórico cultural do município, especialmente na área central.

 

 

O secretário de Transportes reforçou que os projetos executivos envolvendo a área central foram consolidados e houve uma alteração envolvendo a Rua José Paulino. O trecho, nas proximidades da Catedral Metropolitana, patrimônio cultural da cidade, não será mais utilizado como um dos corredores BRT, como estava previsto inicialmente. Barreiro ainda enfatizou que, com a implantação do corredor BRT Campo Grande, que começa na região central, a área no entorno do Terminal Mercado será totalmente requalificada urbanisticamente. “Não haverá nenhum tipo de obstrução visual no entorno do Mercado Municipal, que é um patrimônio tombado. Os comerciantes daquela região serão beneficiados com o aumento da circulação de usuários do transporte público”, disse.

 

 

Mobilidade sustentável

 

 

A relação entre mobilidade urbana e a emissão de poluentes também foi levantada pelos membros do Condepacc durante o encontro. O secretário de Transportes ressaltou que a implantação dos corredores BRT gera a expectativa de migração do meio de transporte individual para o coletivo. “Nosso modelo de gestão não é criar obstáculos para os automóveis, mas oferecer opções inovadoras de transporte para que, naturalmente, a população faça escolhas mais sustentáveis de mobilidade”, pontuou Barreiro. “Estimamos que em torno de 15% das pessoas que usam o automóvel para o deslocamento diário migrem para o sistema BRT. Esse movimento vai contribuir para reduzir a emissão de poluentes e, consequentemente, resultará em melhoria da qualidade de vida do campineiro”, completou.

 

 

O sistema BRT será 100% integrado a outros modais de transporte, desde as linhas convencionais, com possibilidade de integração nas estações, até a oferta de paraciclos para o estacionamento de bicicletas, que serão privilegiadas como meio de deslocamento complementar ao transporte público.

 

 

BRT

 

 

O BRT campineiro é a principal obra na área de mobilidade urbana que o município recebe desde a década de 1970. Juntos, os três corredores BRT (Campo Grande, Ouro Verde e Perimetral) alcançam 36,6 km. Desse total, já estão em execução cerca de 24 km, com obras em diferentes estágios. Das 15 obras de arte (pontes e viadutos) que serão construídas ao longo dos trajetos, 11 se encontram em plena execução. A previsão é que o projeto seja totalmente concluído em meados de 2020.

 

 

O sistema será mais seguro, rápido, eficiente e confiável. O BRT terá um sistema tronco-alimentado, com linhas troncais ligando os distritos ao Centro e linhas alimentadoras, ligando os bairros aos corredores de transporte. O projeto contempla estações de transferência e infraestrutura adequada; veículos articulados ou biarticulados; corredores exclusivos, com espaços para ultrapassagens; embarque e desembarque pela esquerda (junto ao canteiro central das avenidas); embarque em nível; e pagamento desembarcado.

 

 

O BRT Campo Grande tem 17,9 km de extensão, saindo da região central, ao lado do Terminal Mercado, seguindo pelo leito desativado do antigo VLT, Avenida John Boyd Dunlop, passando pelo Terminal Campo Grande e chegando ao Terminal Itajaí. Serão construídas 12 obras de arte, entre pontes e viadutos.

 

 

O BRT Ouro Verde tem 14,6 km de extensão, saindo da região central, do Terminal Central, seguindo pelas avenidas João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez, passando pelo Terminal Ouro Verde, avenida Camucim até o Terminal Vida Nova. Nesse trajeto serão construídas quatro obras de arte – pontes e viadutos.

 

 

Entre os dois corredores há um corredor perimetral, chamado de BRT Perimetral, com 4,1 km de extensão, ligando a Vila Aurocan até o Campos Elíseos, seguindo pelo leito desativado do VLT.